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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ATOMIC ROAR

Confiram a entrevista que fizemos com a banda Atomic Roar, uma das melhores bandas surgidas no Brasil nos ultimos anos, fãs de metal e punk não deixem de conferir essa banda, confiram a entrevista que fizemos com o Vinicius.





Saudações Vinicius, muito obrigado por nos ceder essa entrevista ao nosso blog “Questões e Argumentos”, é uma honra entrevista-lo, como está sendo o ano de 2014 para a banda Atomic Roar e quais os planos para o futuro?
Vinícius: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer por este espaço. Valeu mesmo!
O ano de 2014 está sendo muito importante para o Atomic Roar. Acabamos de lançar um split com outra banda que toco, o Apokalyptic Raids, chamado “Thermonuclear Deity”, com a faixa Metal Mayhem e um cover da banda inglesa Warfare, e além disso trabalhamos em músicas novas para o terceiro disco. Lançamos também uma música nova no split com os colombianos do Alcoholic Force chamado “The Atomic Drunkhards of the Apocalypse”, e temos mais um outro split engatilhado.


Como tem sido a repercussão do Split “The Atomic Drunkhards of the Apocalypse” com a banda Alcoholic Force, mundo afora?
Vinícius: Nossas cópias ainda não chegaram, então acredito que aqui no Brasil ninguém tem esse split ainda. Sei que a aceitação está boa. Estamos recebendo diversos e-mails e mensagens pelo facebook de fans que curtiram, e de outros que querem o material.
O Alcoholic Force é uma banda sensacional, de altíssimo nível (vale a pena conferir!!!), e tive o prazer de conhecê-los pessoalmente na turnê do Apokalyptic Raids por alguns países da América do Sul em 2010, e este split é a celebração da irmandade que fizemos.


Quais os próximos shows da banda? Deixe as datas para nossos leitores.
Vinícius: Não temos shows programados. Na verdade estamos completamente voltados para nossas outras bandas, mais precisamente a turnê que faremos pela Europa em novembro com o Apokalyptic Raids, Farscape e Whipstriker, ou seja, envolvimento de todos os membros do Atomic Roar.


Quais as principais inspirações para as composições das letras da banda?
Vinícius: Filmes B, violência urbana, caos social, seitas que pregam o fim do mundo pra ontem, satanás, e principalmente as nossas mentes doentias (nada é mais sujo e agressivo!).


Atomic Roar


Quais são suas principais influências musicais?
Vinícius: As mais evidentes são Warfare e Voivod, mas somos influenciados por tudo o que ouvimos e gostamos. Posso citar Anti-Cimex, Slaughter, Crude SS, NME, Carnivore, Discharge, Motorhead, Thin Lizzy, Venom, Bathory, e até bandas mais recentes, como Power From Hell, Children of Technology, Midnight...


Quais os festivais que mais gostaram de tocar e quais bandas mais gostaram de dividir o palco até o momento?
Vinícius: Gostei muito de tocar com o Blizzard na nossa tour europeia de 2011. Acompanho a banda desde seu início, e conhecê-los foi bem legal. Além disso a própria tour por si só já poderia ser citada na minha resposta. Tocar ao lado de Whipstriker e Iron Fist todos os dias... não há como não ser memorável.


Vocês são do Rio de Janeiro-RJ, como você vê a cena underground na sua região, quais bandas destacaria?
Vinícius: O Rio de Janeiro tem crescido muito nos últimos tempos. Em meados da primeira década dos anos 2000 o panorama era bem diferente. Hoje a oferta de shows no estado está bem maior, além do aparecimento de pessoas novas na cena, e bandas e projetos surgindo com bastante qualidade. Destaco Whipstriker, Velho, Farscape, Flagelador, The Unhaligast, Atomic Bomb, Sakhet, Tyranno, Praga, Diabolic Force, Grave Desecrator, Embalsamado, etc. 


Vinicius


A banda foi formada em 2003, como você vê esses mais de 10 anos de banda, quais foram os acontecimentos mais significativos até o momento?
Vinícius: Foram anos de aprendizado, amadurecimento, e de muita produção. Sem essa babaquice de pseudo profissionalismo. A coisa é feita de fã pra fã, e nesses 11 anos de Atomic Roar, quase 12, acho que além dos materiais que gravamos, e da tour que fizemos, o que mais marcou foi a possibilidade de conhecer essas pessoas, fãs de heavy metal que carregam o mesmo espírito que nós temos.


Vinicius, muito obrigado pela entrevista, deixe suas considerações finais e um recado para os fãs da banda e leitores do blog, deixe seus contatos.
Vinícius: Valeu! Ano que vem(2015) tem lançamento de material novo, além de mais apresentações. Um grande abraço a todos os desgraçados e maníacos que curtem o nosso som, e que mantém a chama acesa, sem deixar o espírito envelhecer! Mais uma vez... obrigado pelo espaço!

Contato: vinícius.canabarro@gmail.com
www.facebook.com/atomicroar






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

WHIPSTRIKER

Whipstriker é uma banda muito foda, formada no Rio de Janeiro – RJ se você gosta de Metal, Punk e Rock n’ Roll, você tem que conferir essa banda, Influenciados por bandas como: Venom, Bathory, Tank, Warfare, Celtic Frost e Discharge, altamente recomendável para os Metal/Punk maniac’s. Confira abaixo a entrevista que Victor Whisptriker nos cedeu ao nosso blog Questões e Argumentos, nela ele fala sobre as novidades da banda, sobre a cena, e uma série de assuntos, entrevista muito inteligente, me surpreendi com as respostas e fiquei ainda mais fã da banda, simplesmente imperdível, uma das melhores bandas do mundo na atualidade, pra quem curte esse estilo de som, confiram!!!




01- Saudações Victor, obrigado por ceder essa entrevista ao nosso blog Questões e Argumentos, é uma honra entrevistá-lo, como vão as coisas com a banda? Como foi o ano de 2013 e o que podemos esperar para 2014?
Victor: Eu é que agradeço ao espaço cedido!  Sempre total suporte pros veículos de comunicação underground. O ano de 2013 foi bem produtivo. Fizemos shows em vários estados brasileiros e um na Argentina. Além disso, lançamos o novo álbum Troopers of Mayhem e alguns splits em 7´´EP. Pra 2014 temos a tour na Europa em novembro e mais novos materiais.


02-  Em 2013 foi lançado o excelente álbum Troopers of Mayhem, como tem sido a recepção desse trabalho e por quais selos ele foi lançado?
Victor: É complicado falar sobre recepção. Muita gente curte o álbum e muita gente não entende a proposta. A mídia mainstream não entende a proposta. Nós queremos sempre fazer algo sujo, com uma gravação primitiva. Mas algumas pessoas teimam e insistem em querer gravações cristalinas e super modernas. Nada contra, mas essa não é o que queremos fazer. Os bangers undergrounds estão elogiando bastante. Eu me importo mais com a opinião dos que vivem o underground. Não usaremos trigger na bateria e não vamos ficar editando vocais e guitarras. O disco sai como ele é tocado ao vivo no estúdio. É pra ser assim mesmo. É essa nossa proposta. Vou continuar fazendo isso porque não faço discos pra agradar a ninguém. Fazemos o som que gostamos de ouvir.


03- Vocês participaram de um tributo ao Hellhammer, com a musica Sweet Torment, você tinha dito na pagina do Whipstriker no Facebook que esse tributo seria lançado com outras bandas participando pela Morbid Hammer da Colômbia, e até hoje esse material não chegou às mãos de vocês?
Victor: Pois é. Nós entramos nesse tributo e nunca recebemos nossas cópias. É muito triste ver pessoas do underground fazendo coisas de rip-offs. Essas pessoas devem ser boicotadas, pois elas contaminam a cena. Nem quero falar sobre isso.

                                               Victor Whipstriker


04- Vocês sempre têm lançado split’s com outras bandas, Bulldozing Bastard, Power From Hell, Apokalyptic Raids, Extirpation, entre outros, tem algum split planejado pra esse ano?
Victor: Pra esse ano têm splits com Apokalyptic Raids (ainda não saiu), tem um 4way com Kriegg (USA), Raw Poison (Grecia) e Alcoholic Force (Colombia), tem outro 7´´ep 4 way com as brasileiras Nuclear Frost, Infamous Glory e Stench of Death. Mas também pretendo lançar 7´´eps sozinho sem ser em versão split. Esse ano sai também uma coletânea com todos os 7´´eps que lançamos entre 2010 e 2014 em CD e LP.


05- Como foi ter tocado com o Power From Hell na cidade de Piraju recentemente?
Victor: Foi uma honra e um prazer, Eu sou grande fã da banda desde antes deles lançarem o primeiro material. Eu ouvi a promo antes mesmo dela chegar até a gravadora. Não à toa quisemos lançar um split com o Power. Pra mim é a maior banda do Brasil e uma das maiores do mundo. Digo maior no sentido de admiração e não de comparação competitiva. É uma questão de gosto.  Adoro a proposta da banda e som é impecável. E essa é a banda que eu mais uso como exemplo pra falar que existe uma proposta quando falamos de sonoridade de gravação. Muita gente não entende a proposta. Eu entendo e admiro! E fiquei muito feliz de fazer parte da história da banda. Mais coisas vem por ai.


06- Quais são as inspirações para compor as letras da banda?
Victor: Cada letra tem uma inspiração diferente porque cada material tem uma sonoridade diferente. Então falamos desde a guerra civil e a violência que vivemos nos Rio de Janeiro até a vida underground rodeada de prostituição, drogas etc. No álbum novo falamos basicamente de guerra. Mas também têm uma letra sobre a Vila Mimosa, que é o maior puteiro a céu aberto do mundo. Crescemos ouvindo Metal ali do lado, na Rua Ceará, onde era o Garage, principal ponto de encontro headbanger dos anos 90 e inicio dos anos 2000.


07- Vocês tem tocado na Europa, e já tem alguns shows confirmados pra esse ano, o que você aconselharia para as bandas que queiram tocar no velho continente, mas ainda não sabem como por isso em pratica, fazer uma turnê de forma organizada e profissional, sem ter que ir pra lá e cair numa “roubada”?
Victor: Na verdade é tudo muito fácil. Basta ter paciência de ficar algum tempo na internet descolando os contatos certos. Se a banda não tem paciência pra isso ela pode contratar alguma agência pra organizar a tour toda. Nós fomos pela Agipunk da Itália. Eles têm mais contatos na cena punk, então tocamos na ultima vez mais em squats punk. Dessa vez eu mesmo estou marcando todos os shows mais na cena metal. Não tem conselho. Basta se organizar e fazer os contatos certos.


08- Quem desenhou a capa de Troopers of Mayhem? Capa que achei muito criativa e original.
Victor: Quem fez foi o grande amigo Jeferson Pizoni de São Paulo. Além de grande amigo, é um grande artista.


09- Quais os lugares daqui do Brasil, vocês mais gostaram de tocar até o momento?
Victor: Difícil dizer. Cada show tem uma energia diferente. Acredito que em 2013 fizemos um grande show em Santa Catarina. Mas não podemos esquecer o nordeste, que nos recebeu muito bem em 2012. Temos grandes amigos no Brasil todo. Prefiro não escolher o melhor show porque foram muitos legais até hoje.


                                Whipstriker – Troopers of Mayhem


10- Quais são as principais influências musicais da banda?
Victor: Eu gosto de muita coisa dos anos 60 até Sarcófago e Morbid Angel. Nesse meio do caminho tem muita banda boa, passando pelo crust punk, rock n roll, thrash metal, death metal, Black metal, NWOBHM. Se for pra citar influências diretas eu citaria Tank, Warfare, Discharge, Anti-Cimex, Venom, Bathory, Celtic Frost, Voivod, Crude SS, Motorhead, Thin Lizzy e por ai vai...  Tem muita banda boa.


11- Quais bandas nacionais e internacionais da atualidade você tem ouvido?
Victor: Nacionais tenho ouvido Apokalyptic Raids, Flagelador, Unhaligast, Grave Desecrator, Power from Hell, Beast Conjurator, Facada, Violator, Nuclear Frost, Blasthrash, Infamous Glory, Velho, Feto, Caverna, Blasfemador, Defy, Stench of Death, Unfit Scum, Desastre, Death From Above, Besthoven, Antichrist Hooligans, Poison Beer, Nightmare, Fúria, Slaver, Praga, Unborn, Bode Preto, Thrashera, Anarkhon, Cold Blood, Speed Killz, Urutu, Catacumba, Metraliator, Carrasco, Escarnium, Beyond the Grave. Porra tem muita banda que eu não vou lembrar agora porque estou bêbado. Internacionais: Satan´s Satyrs, Midnight, Chapel, Inepsy, After the Bombs. Bulldozing Bastard, Raw Poison, Kriegg, Iron Fist, Germ Bomb, Germ Attak, Bastardator, Warhammer, Dishammer, Terrorhammer, Konttato, Banker 66, Children of Technology, Burstin Out, Okulta, Grave Ritual, Omega, Toxic Holocaust, Von, Ewig Frost e milhares de outras.


12- Como você definiria a cena atual do Rio de Janeiro?
Victor: Sempre digo que existem duas cenas. Uma cena daqueles que vivenciam o underground e outra daqueles que querem alcançar o mainstream a qualquer custo. Óbvio que fazemos parte da primeira. A cena é dividida, como é em todos os lugares. Temos nossa galera e tentamos manter a cena viva. Uma iniciativa boa nos últimos tempos foi fazer o encontro headbanger semanal em uma área central. Eu participo dessa iniciativa. Espero que dê certo.


13- Qual a sua opinião sobre a cena underground atual aqui no Brasil, quais os aspectos positivos e o que tem de ser mudado, o que pode ser melhorado?
Victor: A cena que descrevi acima serve pra descrever o Brasil. Tem sempre duas cenas em cada cidade. O nosso maior problema, além da divisão, são as infra-estruturas pra shows. Aqui é tudo muito caro de se fazer acontecer. Show, aluguel de equipamentos, compra de equipamentos etc. É difícil fazer as coisas acontecerem no Brasil. Por isso, aqui mesmo eu mando um grande OBRIGADO a todos os produtores honestos que dão o sangue pra fazer as coisas acontecerem.


14- Qual a sua opinião sobre todo esse revival de anos 80, que está acontecendo no mundo todo nos últimos anos?
Victor: Isso já acontece desde 1998 mais ou menos... Eu acho que todo mundo tem que fazer o tipo de som que gosta. Tem muita banda hoje em dia muito melhor que as bandas antigas. Tem que fazer o som que tá no coração. Eu particularmente gosto da sonoridade produzida entre 1966 e 1986. Sempre farei algo relacionado a esse tipo de som. É o que me toca de verdade. Não me importo se a banda é nova ou antiga, quero saber se o som é bom. Por isso citei acima uma série de bandas que me agradam. Eu sou contra as pessoas que dizem que as bandas com essa sonoridade são cópias. Não são mesmo! As bandas são influenciadas por um tipo de sonoridade e é só isso. O maior exemplo que eu dou é a dupla Apokalyptic Raids e Warhammer. Ambas totalmente influenciadas pelo Hellhammer, mas com sonoridades completamente diferentes.


15- Vocês participaram também de um tributo ao Discharge, com a musica Fight Back, tem alguma banda que vocês gostariam de fazer cover ainda não fizeram?
Victor: Porra, tem muitas. Prefiro nem começar a mencionar a lista. Perderei horas listando.


16- Marcio Blasphemator fez a capa de Born to spread the mayhemic loudness, trabalho que achei fantástico, de quem foi a idéia da capa?
Victor: Não teve idéia. Ele simplesmente fez o desenho e eu comprei. Ele é um grande artista também e é da mesma região do Jeferson Pizoni. São amigos. Grande artista.


17- Como foi tocar com o Toxic Holocaust em 2006 na gravação do DVD Brazilian Slaughter?
Victor: Pra mim foi a mesma sensação de tocar com o Power From Hell. Eu era fã da banda e recebi o convite de tocar. Pra mim foi excelente tocar as músicas que eu já conhecia e era fã. Vida longa ao Joel!




18- Victor, muito obrigado pela entrevista, deixe suas considerações finais, e um recado para os fãs da banda.
Victor: Novamente agradeço pelo espaço. Total suporte! Vamos manter a cena viva sem se vender pras grandes revistas e a mídia marrom! DIE HARD!


Site: Www.whipstriker.bandcamp.com                
Facebook: Whipstriker
E-mail: whipstriker@yahoo.com.br


Confira também:


http://questoeseargumentos.blogspot.com.br/2014/09/entrevista-apokalyptic-raids.html
 Entrevista Apokalyptic Raids

http://questoeseargumentos.blogspot.com.br/2014/01/power-from-hell.html
 Entrevista Power From Hell

http://questoeseargumentos.blogspot.com.br/2014/03/nosferatu.html
 Entrevista Nosferatu





http://hotmart.net.br/show.html?a=A2325459I