domingo, 21 de setembro de 2014

FABIO JHASKO

Confiram a entrevista que fiz com Fabio Jhasko (ex-Sarcófago), que gravou o clássico “The Laws of Scourge” um dos melhores álbuns de metal extremo de todos os tempos, confiram a entrevista que fiz com ele, sobre carreira, curiosidades, entre outros assuntos.


Fabio Jhasko


Saudações Fabio Jhasko, muito obrigado por nos ceder essa entrevista ao nosso blog “Questões e Argumentos”, é uma honra entrevista-lo, fale um pouco sobre suas atividades atuais e quais os planos para o futuro? 
Fabio: Saudações à todos e parabéns ao blog, um ótimo trabalho! Bem na verdade faço atualmente o que sempre fiz na vida, som hehe, apesar de não escrever nada a muito tempo agora voltei a compor e a primeira banda em que toquei a Klamor, retomou suas atividades e logo estaremos divulgando nosso trabalho, tem barulho novo chegando! 


Como foi o período que você ficou na banda Sarcófago entre 1990 e 1993? Quais os acontecimentos mais positivos? 
Fabio: Foi uma enorme ralação, fico imaginando se na época houvesse todos os recursos disponíveis atualmente o quão mais poderíamos ter produzido, só pra ter uma idéia no primeiro ensaio em Uberaba chegamos de carroça da rodoviária com um Ciclotron do tamanho de uma geladeira, pois não havia um táxi sequer, internet era uma palavra ainda não inventada, gravar um ensaio era só na fita K7 e com “aquela” qualidade, mas o lado bom foi as amizades tanto as atuais quanto as antigas que permanecem até hoje, a oportunidade de conhecer bandas muito boas e músicos referência


Quais as memórias mais significativas que você tem das gravações de The Laws of Scourge? 
Fabio: Foi uma grande escola, trabalhar com os mestres Gauguin e Cláudio David, os caras esmiúçam o som! Em todos meus trabalhos sempre me espelho nesses caras e procuro colocar em prática tudo o que aprendi com eles e os malditos do Sarcófago que manjavam muito de visual, mas não tem jeito a feiúra nos dominava rss.


Sarcófago (Época do "The Laws of Scourge")


Quais foram os shows que mais te marcaram dessa época? 
Fabio: Fizemos poucos shows, mas sem duvidas o mais marcante foi o de Lima o qual o Wagner perdeu o vôo e tive que assumir a voz, o público peruano é bastante festivo e hospitaleiro, e nos receberam muito bem apesar do ocorrido! 


Fale um pouco sobre sua banda anterior ao Sarcófago, a Skullkrusher, existe algum material dessa banda ainda disponível? 
Fabio: Parece-me que um selo europeu lançou o álbum deles “Walking to Disgrace” e também ouvi boatos de que iriam refazer a banda, mas isso não posso afirmar com certeza, seria muito bom ver os caras na cena novamente.


Você tem planos de continuar contribuindo com as bandas Bode Preto e Pentacrostic? Podemos esperar algo de vocês para breve? 
Fabio: O Bode Preto está cogitando uma tour européia, porém nada confirmado por enquanto, o Pentacrostic está com a formação estabilizada agora, nos somos vizinhos aqui do bairro, mas quase nunca nos vemos rss.


Você também toca violino, fale um pouco sobre sua proximidade com esse instrumento e com a musica erudita e você toca outros instrumentos além de guitarra e violino? 
Fabio: Bem o violão que é o parente mais próximo da guitarra hehe, também um pouco de gaita, trompete e teclado, mas esses últimos só por hobby mesmo, sou muito fã da música erudita, mas o público é muito careta, nada como o público do Metal que é o mais visceral e animalesco, o melhor público de qualquer estilo! O violino tal qual o trompete sempre me despertaram muita curiosidade, como se pode tocar um instrumento de corda sem trastes e um outro instrumento que com apenas três pistas pode produzir tantas notas? Então resolvi fazer umas aulas e a coisa foi ficando séria, já estava até tocando em algumas cidades com a orquestra do conservatório, mas não tem jeito, tenho que tocar Metal mesmo!


Como você vê a cena underground hoje em dia? O que você acha que é diferente, melhor ou pior em relação a cena dos anos 80/90? 
Fabio: Como sempre digo, acredito que toda a diferença chama-se web, obviamente tem as duas faces da moeda e toda mudança tem seu lado bom, o foda é que quando o lado bom se faz o lado mau também o acompanha...


Como foi a recepção de The Laws of Scourge na época em que ele foi lançado? Você esperava que o disco fosse tão bem recebido e que hoje é considerado um clássico absoluto? 
Fabio: Muito radical na época torceu o nariz, uma revista até chegou a chamar-nos de “posers do capeta”, mas no final das contas estavam nos shows rss no geral acho que o pessoal já no lançamento do Rotting se surpreendeu com o abandono do visual carregado e o som mais elaborado e o The Laws é mais ou menos essa linha, porém com tempo maior de estúdio, equipamento top e uma boa produção, certamente esperávamos uma recepção positiva e apostamos todas as fichas hehe


Quais eram suas principais influências musicais no período em que tocou com o Sarcófago e quais seriam hoje em dia? 
Fabio: Cara eu sempre ouvi de tudo, mas pode se dizer que minhas influências até hoje são as mesmas da época desde Sabbath, Saxon, Judas, Kiss, Maiden, AC/DC, até Carcass, Napalm, Terrorizer, passando por Exciter, Slayer, Venom, Possessed, Bathory, Death, Sacrifice, Metallica antigo etc, as nacionais Vulcano, Dorsal, Sepultura (isso mesmo hehe), algumas bandas punk, também ouço guitarristas como Malmsteen, Moore, Gilbert e é claro os grandes bluesman.



Fabio muito obrigado por nos ceder essa entrevista, foi uma honra te entrevistar, deixe suas considerações finais e um recado para aqueles que são seus fãs e assim como eu foram influenciados por você, deixe seu contato. 
Fabio: A honra foi toda minha, eu que agradeço a vocês pelo espaço, o que teria dizer à todos seria o velho clichê do “corporativismo”, sempre existiu rivalidade entre vertentes do Metal mas o pior é agora entre as vertentes da vertente rss é como um exército no qual cada guarnição pensa de forma arbitrária, mas isso é ideológico infelizmente...Vão se fuder cambada de filha da puta, amo todos vocês! METAL RULES!
Facebook: https://www.facebook.com/fjhasko







Um comentário:

  1. Lembro há muitos anos ter ido a um show do Klamor arrastada por uma amiga, pois só ouvia rock n´roll e metal mais tradicional, porém mudei muito depois do show no colégio Haia do Klamor, Krucyar, Cadaverino e Oratório em 1988, depois de muito tempo a banda voltar as atividades e ainda com toda conhecimento adquirido acredito ser bem brutal e destruidor.

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